Ideia

Um roadmap não ligado a uma estratégia é apenas uma apresentação mais legível da bagunça que já existia

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Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.

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Três colunas bem preenchidas não constituem uma direção. Se os temas que elas carregam não foram escolhidos a partir daquilo que a empresa busca alcançar — crescer, reter, avançar num segmento, reduzir a carga de suporte, se diferenciar, resolver um ponto regulatório, subir de faixa —, o roadmap só apresenta de forma mais arrumada a bagunça que já existia.

A melhora é real, e é isso que engana: o quadro fica mais legível, a reunião corre melhor, cada um encontra o tema dele. A triagem foi de forma, não de fundo. Os mesmos temas, na mesma bagunça, apenas receberam três etiquetas.

Um roadmap é, portanto, uma consequência. Ele se lê de trás para frente: se não dá para ir de cada tema comprometido até o objetivo que ele serve, o que falta não é o roadmap, é a estratégia.

Por que isso importa

Isso evita um trabalho inútil bastante comum: refazer o roadmap quando o problema está antes dele. Uma equipe que reformata as colunas a cada trimestre sem que a direção mude está tratando um sintoma.

Também dá a ordem das operações. A pergunta "o que a gente busca alcançar?" vem antes de preencher, não durante — depois que os cartões estão na mesa, cada um sempre encontra uma justificativa retroativa.

Nuances e limites

Uma estratégia pode ser implícita e compartilhada sem estar escrita, sobretudo numa equipe pequena. O roadmap está ligado a ela sem que o vínculo apareça, e exigir o documento faria perder tempo.

E a exigência pode virar paralisia: esperar uma estratégia perfeitamente formulada para decidir prioridades equivale a não decidir nada.

Questões em aberto

  • Que grau de explicitação da estratégia basta para que duas pessoas classifiquem um mesmo tema do mesmo jeito?