Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.
Ideia principal
Boa parte dos defeitos de uma fila nunca será corrigida. Isso não é novidade: o time sabe, o suporte sabe, o Product Manager sabe.
Mesmo assim o ticket continua aberto. Fechá-lo equivale a escrever "não vamos fazer", e levar essa frase ao cliente que reportou, ao suporte que a repassa, à diretoria que a viu passar. Ninguém quer ser essa pessoa.
Deixar aberto não custa a ninguém em particular. É isso que torna a inação estável: o status quo não tem autor.
Por que isso importa
Isso explica a persistência de um estoque que todo mundo considera inútil. O problema não é de informação — a informação é compartilhada —, é de atribuição.
Um dispositivo que força a decisão não traz, portanto, nenhum conhecimento novo. Ele designa quem assina. É aí que está sua eficácia, e também sua dificuldade política.
Nuances e limites
Numa organização onde recusar é pouco arriscado, o estoque não cresce por esse mecanismo — ele pode crescer por simples falta de releitura, o que pede outra resposta.
Questões em aberto
- Quem deve assumir a recusa: o Product Manager, o suporte que levantou o sinal, ou o time que teria corrigido?