Ideia

Um usuário não distingue um defeito de uma capacidade ausente: ele sente uma dor

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Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.

Ideia principal

Ninguém, diante da tela, se pergunta se está sofrendo com um defeito, com uma capacidade ausente, com uma capacidade mal feita ou com uma capacidade que não corresponde à sua necessidade. A pessoa só constata que não consegue fazer aquilo que veio fazer.

A categoria do ticket é uma informação de fabricação. Ela descreve a origem do problema, não seu efeito. Um software sem nenhum defeito técnico pode ser doloroso do começo ao fim, e a dor é tão real quanto a de uma regressão.

O que resta analisar está, portanto, em outro lugar: que dor, para quem, com que frequência, com que impacto, isso bloqueia, isso é regulatório, isso gera suporte, isso destrói a confiança.

A consequência sobre o vocabulário de priorização é direta: a distinção entre defeito e funcionalidade é pobre demais para sustentar uma arbitragem. A pergunta útil não é de que natureza é o assunto, mas que dor é prioritária diante da estratégia, dos clientes e da capacidade real.

Camada trazida por "O backlog não é um depósito de lixo: é uma ferramenta de ação" (2026-06-03).

Por que isso importa

Isso tira da categoria o papel que ela assume espontaneamente. Ela pode ajudar a medir o estado do sistema de produção; não pode decidir no lugar do time, já que não carrega nenhuma informação sobre o impacto.

Nuances e limites

A categoria mantém um valor de diagnóstico do lado da fabricação: uma regressão sinaliza um sistema de produção que deixa passar, coisa que um pedido de capacidade não sinaliza.

E a dor, por sua vez, é declarativa: ela é coletada junto a pessoas que nem sempre a formulam, ou que a formulam no vocabulário da ferramenta.

Questões em aberto

  • Como coletar a dor sem passá-la pelo vocabulário dos tickets, que a reformata em categorias?