Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.
Ideia principal
Uma entrada de glossário não é um miniartigo. Ela não precisa contar tudo sobre posicionamento, backlog ou sinal de cliente: ela precisa deixar a palavra empregável por alguém que vai usá-la numa discussão, num ticket ou numa decisão, no minuto em que a consulta.
O critério de fim de escrita, portanto, muda de natureza. Não é "cobri todo o conceito?" — um conceito não tem todo — mas "quem lê consegue agora usar essa palavra sem errar o sentido, e reconhecer quando outra pessoa a usa de outro jeito?". Uma entrada que responde a essa pergunta está terminada mesmo deixando partes inteiras do assunto de fora.
O que transborda não se perde: o raciocínio que você tinha vontade de escrever na entrada é exatamente o que dá material para uma nota atômica. A entrada delega a argumentação e remete a ela.
Por que isso importa
Isso protege o glossário do desvio mais comum — a entrada que cresce até virar um artigo, que ninguém mais consulta porque custa caro demais ler na hora em que se precisa dela. Um glossário se lê de passagem; uma entrada longa chega sempre tarde demais.
Isso também dá um sinal de recorte: uma entrada que transborda sinaliza uma nota atômica a escrever, não uma entrada a engordar.
Nuances e limites
A brevidade não é uma regra de formato: uma entrada que precisa sustentar um sentido normativo e um uso de campo divergentes será mais longa do que uma entrada que só carrega um deles, sem deixar de ser utilizável.
E um termo cujo sentido ainda é disputado exige registrar a discordância em vez de resolvê-la em nome da concisão.
Questões em aberto
- Como identificar, no corpo de uma entrada já escrita, a frase que deveria ter virado uma nota atômica?