Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.
Ideia principal
O tamanho de uma nota se julga pelo que ela faz com a sua vizinhança. Uma nota que fala de coisas demais não se liga direito: não dá mais para saber se o link trata da definição que ela contém, do exemplo ou da conclusão — e a relação que queríamos nomear fica impossível de nomear.
O excesso inverso produz um estrago simétrico e menos esperado. Recortada em microideias, cada uma exige o seu link para recuperar o que a nota inteira dizia; o número de arestas explode, e a rede fica penosa de ler justamente no momento em que parece mais bem construída.
A granularidade certa se procura, então, entre esses dois limites, e nenhum dos dois é uma questão de tamanho em si: é a legibilidade das relações que define o intervalo.
Por que isso importa
Isso dá um critério de recorte que não depende do gosto: a pergunta não é "esta nota está longa demais?", mas "eu saberia dizer o que exatamente um link para ela relaciona?". A pergunta aparece na hora de ligar, ou seja, no momento em que a resposta é observável.
Isso também corrige a crença de que fragmentar é sempre mais seguro. Dividir é reversível, mas dividir sem fim não deixa a base mais fina: deixa a base ilegível por outro lado.
Nuances e limites
O intervalo não é o mesmo para todo mundo nem para todos os assuntos. Uma base mantida por uma única pessoa aguenta notas mais amplas do que uma base compartilhada, em que cada leitor precisa recuperar o que o link apontava.
E o defeito de fragmentação só aparece em escala: uma nota fina demais, isolada, parece impecável; o custo só surge depois de percorrer a rede.
Questões em aberto
- Dá para identificar um excesso de fragmentação de outra forma que não constatando, depois, que a rede ficou ilegível?