Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.
Ideia principal
Descrever os objetos de um produto pode ser feito em uma linguagem formal, com as ferramentas que sabem deduzir conclusões dela e as normas que vêm junto; ou em uma ficha de texto por objeto, um título, alguns campos, alguns links — aquilo que um editor de texto abre.
A escolha entre os dois não é uma questão de seriedade, é uma questão de informação disponível. O rigor necessário se deduz do uso, e o uso ainda não começou. Escrever em um formalismo pesado antes de saber o que vamos fazer com ele é pagar por uma restrição cuja contrapartida ainda não chegou, e deixar de fora os colaboradores que não sabem lê-lo.
A assimetria resolve a questão: começar simples e complicar depois custa menos do que começar complicado e ter que desinflar tudo. Um formato rico é derivado de um formato pobre bem mantido; o contrário exige retomar cada ficha.
Por que isso importa
Isso remove o bloqueio mais banal desse tipo de empreitada: esperar ter escolhido o ferramental certo antes de escrever a primeira ficha. A questão da ferramenta vira uma questão que você tem o direito de adiar, e que será resolvida com base em fatos.
Isso vale também como critério de revisão: uma restrição de formato que nenhum uso identificado exige deve ser retirada, não defendida.
Nuances e limites
A regra não dispensa cuidar da forma: o que precisa permanecer rigoroso desde o primeiro dia é a rastreabilidade — de onde vem cada informação — e a estabilidade dos nomes de arquivo, porque são elas que vão permitir converter mais tarde sem reler nada.
E o adiamento tem um limite: quanto mais a base cresce, mais caro fica mudar de formato. A janela em que o "a gente vê isso depois" continua verdadeiro não é infinita.
Questões em aberto
- Que sinal, no uso, indica que o formato pobre deixou de bastar — e que não estamos simplesmente acrescentando formalismo por conforto?