Escrito originalmente em francês. Traduzido por IA — o sentido foi preservado, não a prosa.
Ideia principal
Diante de uma caixa de cartas, a tentação é criar grupos: as cartas "IA", as cartas "produto", as cartas "inovação", eventualmente sinalizadas pela cor das fichas. Cada grupo parece mais legível do que o monte que ele substitui.
Só que a classificação decide de antemão as vizinhanças. Uma carta inspirada em Karl Lagerfeld sobre o confronto com as ideias pode iluminar uma questão sobre startups ou sobre inteligência artificial; guardada num grupo, ela só é oferecida dentro do próprio terreno.
As relações úteis dependem da questão daquele dia, não da categoria de origem de cada carta. Um núcleo pequeno pode se dar ao luxo de não ter classificação: essa é justamente a condição para que as aproximações inesperadas continuem possíveis.
Por que isso importa
Isso separa dois regimes que costumam ser confundidos. Uma base de notas volumosa precisa de acesso, ou seja, de classificação ou de busca; um conjunto pequeno e manipulável não precisa, e ali a classificação custa mais do que rende.
Isso também explica por que uma taxonomia instalada cedo sobre um conjunto de ideias pessoais limita o que dá para tirar dele depois.
Nuances e limites
A ausência de classificação só funciona em pequena escala. Passado o volume que dá para percorrer à mão, uma ordem se torna necessária, e o custo do fechamento temático volta a ser aceitável.
Questões em aberto
Existe alguma marcação que ajude a reencontrar uma carta sem induzir as aproximações que vamos fazer?