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2026-06-03

Zero bug: vamos parar de administrar estoques de defeitos

O verdadeiro problema dos bugs não é existirem, é a organização que se acostuma a guardá-los. A gente prioriza, adia, revisa em comitê — até virar urgência de cliente. Uma política de zero bug quer outra coisa: zero bug conhecido sem decisão. Ou você corrige, ou assume que não é defeito. O que essa abordagem recusa é o terceiro estado: saber que um bug existe e mantê-lo numa lista para depois.

2026-06-03

Roadmap NNL: alinhar sem dispersar

Um time de produto pode acumular estudos, workshops e análises sem que a empresa saiba o que é prioritário. A roadmap NNL responde a esse problema: não planejando datas, mas tornando visíveis os compromissos, as direções sérias, os possíveis — e, sobretudo, o que não será feito. Sua força está na restrição de capacidade e no No implícito.

2026-06-03

Product Decision Record: registrar as escolhas de produto que estruturam a empresa

Algumas decisões de produto aparecem em todo lugar: no comitê de roadmap, com o time de sales, nas specs, a cada grande cliente. Sem registro, a empresa redecide sem parar, muitas vezes com menos contexto. O PDR — inspirado nos ADR técnicos — documenta essas regras de decisão transversais. Raro, curto, imutável: ele não diz o que construir, diz por que a empresa escolheu uma regra. Ele elimina dezenas de discussões inúteis.

2026-06-03

O backlog não é um depósito de lixo: é uma ferramenta de ação

Em muitas empresas, o backlog virou uma lixeira organizada: você coloca tudo lá para não esquecer. Alguns meses depois, são 500 linhas que ninguém mais entende. Um backlog não deveria ser um depósito de ideias, uma base de sinais de clientes ou o cemitério dos bugs não tratados. Ele serve para organizar uma informação madura o bastante para que várias pessoas trabalhem juntas. Ele entra em cena quando o trabalho deixa de ser individual.

2026-06-03

A qualidade pertence a quem entrega

Uma política de zero bug reduz o estoque de defeitos conhecidos. Mas se o time corrige mais rápido sem mudar a forma como produz, ele continua preso num ciclo de conserto. O verdadeiro tema está lá na origem: dar ownership a quem entrega, recusar specs vagas demais, testar mais cedo, dar à QA um papel de política de qualidade em vez de salva-vidas. A qualidade não se delega depois — ela pertence a quem entrega.

2026-04-01

Por que uma única classificação não basta para estruturar o feedback dos clientes

Muitos sistemas de insight falham porque classificam tudo em um único eixo: as features, ou os objetivos. O feedback tático se perde, os sinais estratégicos se evaporam. Um modelo em 4 níveis — objetivo de negócio, caso de uso, capacidade do produto, ponto de atrito — permite capturar tudo sem virar um monstro, e ligar cada sinal ao nível de decisão certo.

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